Bem vindo ao pedaço de realidade

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Mentiras


As pessoas afirmam não gostar de mentiras
Afirmam não mentir...
Mas quando a verdade vem, e dói, elas querem ser enganadas.
E até gostam de enganar
É difícil entender as pessoas que preferem viver no conforto da mentira à realidade dolorosa


Mikelly Senes e Aline Azoubel

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Saudade,


Sinto saudade de suas piadas que me fazem rir e como num efeito domino te fazem rir
Sinto saudade dos dias que viramos a noite juntos
Sinto saudades de falar besteiras e saber que alguém ri em ouvi-las
Sinto saudades do dia que fiquei “on” por 18h
Sinto saudades de ouvir você dizer: Amo-Te
Sinto saudades de sentir que por alguém vale apena viver
Sinto saudade! Sabendo que te perdi
Sinto saudades de quando você me chamava pelo nome;
Do dia que eu fiz merda e você, depois de algumas horas, me fez rir de mim mesma
Quando lembro que em plenas férias eu acordei as 07:30h só pra ouvir: Bom dia Amor!! Choro... E como diz a sua música: meus olhos choram e não me dizem o que fazer...
Sinto saudades de ficar em frente ao PC com os dedos cruzados rezando para que sua conexão não caísse. E digitar com os dedos cruzados não é lá muito confortável...
Sinto saudades de fazer de segundos momentos inesquecíveis...
Não sei por que, mas em todos os lugares, em todos os momentos, em todos os instantes: Vejo... Você.
Sinto que ainda tenho esperança de telo, assim como uma vela acesa em meio uma montanha de gelo,lutando para não apagar
Quero poder finalmente tocá-lo e dizer que o que sinto
Não aguento mais esperar com o coração nas mãos você aparecer
Quero fazer diferente!
Quero poder te acompanhar sempre que precisar com um copo de coca–cola em mãos, mesmo odiando coca
Quero ser testemunha de suas manobras
Quero que caias e eu esteja sempre perto para te levantar e te fazer rir
Não sei por que, mas não me vejo mais sem você...
E hoje olhando a lua encoberta por nuvens cinza, eu declaro: Eu te amei.

Aline Azoubel

domingo, 5 de dezembro de 2010

Desabafo IX

Pronto
agora que voltou tudo ao normal
talvez você consiga ser menos rei
e um pouco mais real
esqueça
as horas nunca andam para trás
todo dia é dia de aprender um pouco
do muito que a vida trás

mas muito pra mim é tão pouco
e pouco é um pouco demais
viver tá me deixando louca
não sei mais do que sou capaz
gritando pra não ficar rouca
em guerra lutando por paz
muito pra mim é tão pouco
e pouco eu não quero (mais)

chega!
não me condene pelo seu penar
pesos e medidas não servem
pra ninguém poder nos comparar
por que
eu não pertenço ao mesmo lugar
em que você se afunda tão raso
não dá nem pra tentar te salvar

...veja
a qualidade está inferior
e não é a quantidade que faz
a estrutura de um grande amor
simplesmente seja
o que você julgar ser o melhor
mas lembre-se que tudo o que começa com muito
pode acabar muito pior


Paulinho Moska - Muito Pouco

domingo, 21 de novembro de 2010

Sistema


Obrigam-nos a não falar
Dizem que os sentimentos, terão que abortar
Que a vida um dia, será
Tentarei mudar!
Mudarei meu modo de agir e pensar
Serei muda como uma pedra a afundar
Será que vou aguentar ?
Se o sistema nos faz penar,
Morrerei
Não calarei em meio à hipocrisia
E ainda direi:
Terão que me aturar!
Não ligo se um dia falhar
Seguirei como sempre fui, sincera!
Os donos da verdade seguem a caluniar
Mas vou me importar ?
Sei que um dia a resposta virá
E ao sistema não irei me entregar

Aline Azoubel

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Desabafo VIII


Eu perco o chão, eu não acho as palavras
Eu ando tão triste, eu ando pela sala
Eu perco a hora, eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim


Eu perco a chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio

Onde será que você está agora?

Eu perco a chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio

Onde será que você está agora?

Adriana Calcanhoto - Metade

sábado, 30 de outubro de 2010

Experiência


Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar. Já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto. Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro. Já me cortei fazendo a barba apressado. Já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrela. Já subi em árvore pra roubar fruta. Já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas. Já escrevi no muro da escola. Já chorei sentado no chão do banheiro. Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando. Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado. Já me joguei na piscina sem vontade de voltar. Já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios. Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro.Já tremi de nervoso. Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.

Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua. Já gritei de felicidade. Já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um ’para sempre’ pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol. Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: ’Qual sua experiência?’.

Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência… experiência… Será que ser ’plantador de sorrisos’ é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:

Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?


http://espartilho.wordpress.com

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Demais


O meu problema é amar demais, esperar demais, me entregar demais, chorar demais, ter esperanças demais, rir demais, voar demais, enfeitar demais, odiar demais, agir demais, acreditar demais, falar demais, mudar demais, ser sentimental demais... Em fim, ser apenas eu e nada mais.


Aline Azoubel